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04.05.2026 05:13 PM
As preocupações com uma possível recessão na zona do euro são reais e justificadas

As preocupações com uma possível recessão na zona do euro são reais e justificadas; essa é a conclusão de Yannis Stournaras, membro do Conselho do European Central Bank.

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Em entrevista, o presidente do Banco da Grécia afirmou que, até o momento, não há sinais claros de um impacto material do aumento dos preços de energia sobre a inflação, embora ainda seja cedo para avaliações precisas. Segundo ele, o European Central Bank (BCE), que na semana passada manteve as taxas de juros inalteradas, está concentrando sua análise no risco dos chamados efeitos de segunda rodada, como pressões salariais mais fortes, elevação de preços e aumento das expectativas de inflação.

Ao comentar o potencial impacto sobre a economia da zona do euro, afirmou que a resposta do BCE dependerá da intensidade e da duração do conflito no Oriente Médio. Sua avaliação destaca o delicado equilíbrio que o banco central terá de manter nas próximas decisões de política monetária.

Em um primeiro momento, o regulador avaliará a natureza do choque energético causado e agravado pelo conflito. Ele explicou que, se esse choque se mostrar temporário e não gerar efeitos de segunda rodada significativos — como a transmissão ampla da inflação para outros setores ou disrupções prolongadas nas cadeias de abastecimento — não haverá necessidade de ajustar a política monetária. Nesse caso, o BCE deverá manter sua estratégia atual, evitando medidas prematuras.

No entanto, caso as consequências se mostrem mais pronunciadas, os cenários de política poderão exigir intervenção. Ele observou que, se isso resultar em uma ultrapassagem relevante — mas não persistente — da meta de inflação, um ajuste gradual da política monetária poderia reduzir a intensidade dos efeitos de segunda rodada. Isso poderia envolver, por exemplo, um aumento moderado das taxas de juros, com o objetivo de desacelerar a economia sem comprometer o crescimento de forma abrupta.

O cenário mais adverso prevê uma alta significativa e prolongada da inflação. Ele enfatizou que, se houver um desvio substancial e duradouro em relação à meta, a resposta terá de ser mais firme. Nesse caso, o BCE poderá adotar uma postura mais agressiva de aperto monetário, incluindo elevações mais expressivas das taxas, para garantir a estabilidade de preços no longo prazo — ainda que ao custo de um crescimento econômico mais lento.

Quadro técnico pra o EUR/USD

No cenário técnico atual do EUR/USD, os compradores devem agora focar na superação do nível de 1,1750. Apenas isso permitirá um teste de 1,1767. A partir daí, um movimento até 1,1784 seria possível, embora alcançar esse nível sem o apoio de grandes players seja bastante difícil. O alvo mais distante está na máxima de 1,1805. Em caso de queda até a região de 1,1720, espera-se uma atuação mais forte de grandes compradores. Caso não haja reação nesse ponto, o mais prudente seria aguardar um novo teste do fundo em 1,1695 ou considerar compras a partir de 1,1675.

Quadro técnico para o GBP/USD

No cenário técnico atual do GBP/USD, os compradores da libra precisam superar a resistência mais próxima em 1,3600. Somente isso permitirá mirar 1,3625, acima do qual o rompimento se torna mais difícil. O alvo mais distante está na região de 1,3650. Em caso de queda, os vendedores tentarão assumir o controle em 1,3560. Se conseguirem, o rompimento dessa faixa dará um golpe significativo nas posições compradas, podendo levar o par até a mínima de 1,3535, com potencial de extensão até 1,3505.

Jakub Novak,
Analytical expert of InstaTrade
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