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A demanda pelo dólar americano não diminuiu e, na segunda metade do dia, chegou até a aumentar, provocando mais uma liquidação de ativos de risco.
O euro caiu na primeira metade do dia diante de dados fracos da zona do euro. A notícia de que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) principal dos EUA subiu 0,6% em abril, enquanto o núcleo do índice — excluindo alimentos e energia — avançou 0,4%, também pressionou o euro, a libra e outros ativos de risco durante a sessão americana.
Esses dados levantam sérias preocupações sobre a evolução futura das pressões inflacionárias na maior economia do mundo. A contínua alta do CPI indica que a inflação não apenas deixou de desacelerar, como pode estar acelerando, apesar das medidas adotadas pelo Federal Reserve para conter o crescimento dos preços. O avanço do núcleo da inflação, considerado um indicador mais preciso das pressões inflacionárias persistentes, é particularmente preocupante para os analistas. O resultado de 0,4% superou as expectativas, sugerindo problemas mais profundos e sistêmicos do que se imaginava anteriormente.
Hoje, a primeira metade do dia promete ser rica em notícias econômicas da zona do euro. Espera-se a divulgação de dados revisados sobre o crescimento do PIB no primeiro trimestre. Uma taxa de expansão de apenas 0,1% não transmite confiança em relação às perspectivas futuras da região.
Simultaneamente aos dados do PIB, serão divulgados os números da produção industrial. Esse indicador reflete a atividade do setor manufatureiro, que desempenha um papel importante na economia da zona do euro. A expectativa é que a variação da produção industrial forneça um retrato mais claro da capacidade produtiva atual e do potencial de crescimento futuro, atualmente ameaçado pela alta da inflação decorrente da situação no Oriente Médio.
Quanto à libra, não há surpresas no calendário econômico do Reino Unido nesta manhã. O principal evento para os participantes do mercado será o discurso de Catherine L. Mann, integrante do Comitê de Política Monetária do BOE (Bank of England). As declarações de Mann podem trazer mais clareza sobre a avaliação atual do BoE em relação à economia britânica e, principalmente, sobre sua visão para a trajetória futura da política monetária. Em um contexto de persistente incerteza inflacionária e desafios econômicos globais, quaisquer sinais de novos aumentos de juros serão acompanhados de perto.
Se os dados vierem em linha com as expectativas dos economistas, a melhor abordagem tende a ser a estratégia de reversão à média. Já se os números superarem ou ficarem significativamente abaixo das projeções, a estratégia de momentum tende a ser mais apropriada.