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Antes da abertura da sessão dos Estados Unidos e da divulgação dos dados do mercado de trabalho americano, o índice do dólar (DXY) mantém-se em torno de 101,00. No gráfico diário, o índice é negociado acima da EMA de 50 períodos (99,87) e da EMA de 200 períodos (99,30). A EMA semanal de 200 períodos (100,80) já foi rompida e passou a atuar como suporte. Trata-se de um sinal clássico de forte viés altista, apontando para o possível início de uma tendência de alta de longo prazo, desde que o índice permaneça acima de 100,80.
O momentum permanece moderadamente altista: o RSI (14) está em torno de 60, indicando que ainda há espaço para novas altas. No entanto, o OsMA registrou sua primeira barra negativa, sinalizando alguma perda de momentum e uma provável consolidação de curto prazo. Já o estocástico caiu abaixo de 30 e se aproxima da região de sobrevenda, o que também sugere mais uma pausa no movimento de alta do que uma reversão da tendência. Acesse o link para mais detalhes.
O relatório de folhas de pagamento não agrícolas (NFP) de junho voltou a surpreender: o emprego fora do setor agrícola aumentou em 172 mil vagas, frente à expectativa de cerca de 85 mil, enquanto as revisões de março e abril adicionaram, em conjunto, mais 93 mil postos de trabalho. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, e a taxa de participação da força de trabalho ficou em 61,8%, em linha com as expectativas do mercado. Especialistas atribuem o resultado a uma combinação de fatores sazonais e de uma reestruturação de longo prazo do mercado de trabalho impulsionada pela adoção de IA.
Nesse contexto, o setor corporativo também enfrenta pressões. A Microsoft está se preparando para cortar mais de 5.000 empregos em todo o mundo — menos de 2,5% de sua força de trabalho de 220 mil funcionários — em meio a uma queda de quase 20% em seu valor de mercado (cerca de US$ 600 bilhões) e a preocupações com os elevados custos da infraestrutura de IA e as ameaças às linhas tradicionais de negócios. As demissões, concentradas principalmente nas áreas de vendas, consultoria e na divisão de games Xbox, deverão começar na próxima semana. Acesse o link para mais detalhes.
Um ritmo mais lento de contratações dá ao Federal Reserve (Fed) motivos para não se apressar em novos aumentos dos juros, enquanto o presidente Kevin Warsh — apesar de, em alguns momentos, adotar um tom mais duro — suavizou sua retórica e destacou o potencial da IA para impulsionar a produtividade. O mercado já precificou, em grande medida, a ausência de novos apertos monetários, mas relatórios de emprego mais fortes do que o esperado podem alterar significativamente essas expectativas. Nesse cenário, o dólar poderia avançar mais 3% a 5%.
O dólar também é sustentado por um ambiente de aversão ao risco decorrente da prolongada crise no Oriente Médio e dos elevados preços da energia, fatores que alimentam os riscos inflacionários e justificam uma postura mais restritiva por parte do Fed. Os dirigentes dos bancos regionais vêm adotando um tom cada vez mais hawkish: se a inflação não desacelerar, novas altas de juros poderão ocorrer, aumentando ainda mais a pressão sobre os mercados acionários. Acesse o link para mais detalhes.