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Empresas da UE se adaptam às tarifas dos EUA, mas enfrentam dificuldades com barreiras internas.

Empresas da UE se adaptam às tarifas dos EUA, mas enfrentam dificuldades com barreiras internas.

Uma pesquisa realizada pelo Banco Europeu de Investimento entre abril e julho de 2025, envolvendo cerca de 13 mil empresas, revelou que as companhias europeias estão conseguindo lidar de forma eficaz com o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em contrapartida, a fragmentação dos marcos regulatórios dentro da União Europeia continua sendo um obstáculo significativo ao comércio.

Em julho de 2025, Estados Unidos e União Europeia firmaram um acordo-quadro que estabeleceu uma tarifa de importação de 15% sobre a maioria dos bens provenientes do bloco europeu — metade do nível inicialmente ameaçado, mas ainda acima da tarifa zero que Bruxelas esperava alcançar.

De acordo com o relatório, o impacto dessas tarifas tem sido absorvido em grande parte pelos importadores americanos, mantendo o peso sobre os exportadores europeus em níveis administráveis. O estudo também aponta que as empresas da União Europeia atingiram um nível de adoção de inteligência artificial comparável ao de suas concorrentes americanas, o que tem contribuído positivamente para a produtividade. Já as empresas dos Estados Unidos demonstram maior preocupação com o aumento das tarifas do que as europeias.

Por outro lado, 62% das empresas europeias afirmaram enfrentar barreiras ao exportar para outros países da própria União Europeia, devido às diferenças nas legislações nacionais entre os 27 Estados-membros. Segundo o Fundo Monetário Internacional, essas barreiras internas equivalem a uma tarifa de 44% sobre bens e de 110% sobre serviços. A eliminação dessa fragmentação regulatória poderia elevar em 10% a relação entre investimentos das empresas e seus ativos, especialmente no caso de ativos intangíveis.

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