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O S&P 500 fechou em alta pela quinta semana consecutiva, registrando sua maior sequência positiva desde 2024. Resultados corporativos sólidos entre as empresas que compõem o índice reduziram os múltiplos de preço/lucro projetados, fazendo com que muitas ações passassem a parecer subvalorizadas sob a ótica fundamental. Isso desencadeou uma nova onda de compras, incluindo fluxos de capital estrangeiro, à medida que o mercado americano continua superando seus pares europeus e asiáticos.
Empresas do S&P 500 que superaram ou ficaram abaixo das estimativas dos analistas.
Embora cerca de dois terços dos emissores do S&P 500 tenham superado as estimativas de Wall Street, a parcela de empresas que ficaram aquém das expectativas está no nível mais baixo desde 2021. Essa melhora não é impulsionada apenas pelos resultados expressivos das Big Tech: a Seaport Research Partners identificou que empresas fora do setor de tecnologia da informação registraram as maiores surpresas positivas desde o quarto trimestre de 2024.
A reação das chamadas "Magnificent Seven" aos resultados tem sido mista. O relatório da Alphabet Inc. gerou um ganho recorde de capitalização de mercado em um único dia. Em contraste, a decepção dos investidores com a Meta Platforms levou a uma forte queda de suas ações, criando uma diferença de aproximadamente US$ 566 bilhões em capitalização de mercado dentro do grupo.
Reação das Sete Magníficas aos resultados
Os lucros elevados e as avaliações fundamentais descontadas não são os únicos motores da alta do S&P 500 rumo a máximas históricas. O petróleo recuou após relatos de que o Irã apresentou uma nova proposta aos EUA para desbloquear o Estreito de Ormuz, enquanto o presidente Donald Trump lançou o "Project Freedom", iniciativa que, segundo informações, ajudará embarcações comerciais a identificar as rotas mais seguras através de uma das principais artérias do mercado global de petróleo.
Uma desescalada no Oriente Médio seria claramente positiva para as ações americanas, enquanto uma escalada das tensões tenderia a pressionar o S&P 500.
Os indicadores econômicos dos Estados Unidos também vêm surpreendendo positivamente. Após o PIB crescer 2% no primeiro trimestre, o índice de atividade manufatureira — ainda próximo das máximas de 2022 — sinaliza que a economia americana permanece resiliente.
Apesar do forte rali recente, o Goldman Sachs emitiu um alerta para as ações americanas. Segundo seus estudos, hedge funds e gestores sistemáticos começaram a reduzir suas posições líquidas compradas. Esse movimento, combinado com um posicionamento excessivamente otimista no S&P 500, aumenta a probabilidade de uma correção no curto prazo. O banco avalia que o mercado pode "perder fôlego" nos próximos dias, eliminando parte do excesso acumulado durante a recente alta até máximas históricas.
Do ponto de vista técnico, o gráfico diário do S&P 500 sugere a possível formação de um padrão de reversão, evidenciado por uma vela com longa sombra superior — sinal de rejeição em níveis mais elevados. Um fechamento abaixo de 7.220 pontos, com preenchimento do gap, pode servir como gatilho para a abertura de posições vendidas de curto prazo, indicando que os vendedores começam a ganhar controle do mercado.