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O FMI permanece em alerta máximo, apesar do acordo preliminar de paz entre os EUA e o Irã

O FMI permanece em alerta máximo, apesar do acordo preliminar de paz entre os EUA e o Irã

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que continuará operando em estado de elevada prontidão devido aos impactos econômicos de longo prazo decorrentes da guerra no Oriente Médio. O alerta foi feito mesmo diante de notícias positivas sobre um acordo preliminar entre Washington e Teerã que permitiu a retomada da navegação pelo estratégico Estreito de Ormuz.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, enfatizou que, apesar da reabertura da via marítima, a plena normalização das cadeias globais de abastecimento de energia e das rotas logísticas exigirá um período considerável. O Estreito de Ormuz permaneceu completamente fechado por mais de três meses desde o início do conflito armado desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Segundo Georgieva, um dos principais fatores que ajudaram a economia global a mitigar os efeitos do severo choque energético dos últimos meses foi o avanço tecnológico sem precedentes. Os investimentos em larga escala em inteligência artificial e na construção de infraestrutura para centros de dados (data centers) têm atuado como um poderoso motor da atividade econômica. Os principais beneficiários do atual ciclo tecnológico global são os Estados Unidos e as grandes economias asiáticas, que registraram forte expansão das exportações de produtos de alta tecnologia.

No entanto, a maioria dos países ainda não percebeu ganhos diretos de produtividade decorrentes da inteligência artificial, o que aumenta o risco de ampliação da divergência econômica entre as nações.

Ao mesmo tempo, o FMI continua coordenando programas de apoio às economias mais vulneráveis afetadas pela forte alta dos preços dos combustíveis. Bangladesh já solicitou a criação de um novo programa emergencial de estabilização, enquanto a Etiópia pediu formalmente o adiamento das parcelas de financiamento previstas para este ano, a fim de cobrir seu déficit orçamentário.

Georgieva concluiu que, neste momento, a maioria dos países-membros do FMI está enfrentando o choque com recursos próprios e necessita não apenas de financiamento direto, mas também de orientações macroeconômicas claras e transparentes para se adaptar à nova realidade.

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